quarta-feira, 9 de junho de 2010

Dicionariando…enquanto o sono não vem!


Coragem…
                           … é o medo brincando de ser super-homem!

Êta Teatrão Mágico!

Pelo retrovisor enxergamos tudo ao contrário
Letras, lados, lestes
O relógio de pulso pula de uma mão para outra e na verdade... ]
[ nada muda
A criança que me pediu dez centavos é um homem de idade ]
[ no meu retrovisor
A menina debruçando favores toda suja
É mãe de filhos que não conhece
Vendeu-os por açúcar
Prendas de quermesse
A placa do carro da frente se inverte quando passo por ele
E nesse tráfego acelero o que posso
Acho que não ultrapasso e quando o faço nem noto
O farol fecha...
Outras flores e carros surgem em meu retrovisor
Retrovisor é passado
É de vez em quando... do meu lado
Nunca é na frente
É o segundo mais tarde... próximo... seguinte
É o que passou e muitas vezes ninguém viu
Retrovisor nos mostra o que ficou; o que partiu
O que agora só ficou no pensamento
Retrovisor é mesmice em dia de trânsito lento
Retrovisor mostra meus olhos com lembranças mal resolvidas
Mostra as ruas que escolhi... calçadas e avenidas
Deixa explícito que se vou pra frente
Coisas ficam para trás
A gente só nunca sabe... que coisas são essas

Sobre crianças e pássaros...

Não é novidade que crianças, de um modo geral, desenvolvam uma boa relação com os animais. Também não é novidade que qualquer local que tenha bichos em exposição atraia a atenção destes pequenos grandes observadores. Imagina então aproximar crianças e animais no ambiente da escola?! Foi isto o que aquela escola resolveu fazer. Estreitar os laços entre crianças e animais criando um viveiro de pássaros. Ansiedade, curiosidade e muita imaginação povoavam a cabecinha daquelas crianças. O dia da inauguração foi muito aguardado por todos. Enfim, o viveiro estava pronto.  Em meio aos olhinhos brilhantes, sorrisos, barulhos e comentários das crianças, surgiu uma pergunta que silenciou tudo a minha volta e me deixou completamente sem fala: “Por que esses passarinhos estão aí presos?”. Na hora, não pensei muito numa resposta e disse o que normalmente nós adultos respondemos a uma criança numa situação dessas: “Eles estão aí para gente poder olhar para eles de pertinho, escutar o seu canto, ver como são bonitos. E eles não estão presos, estão soltos voando, tá vendo como tem muito espaço aí para eles?”. Resposta suficiente, diriam alguns. Não para aquele menino. Com um olhar triste ele retrucou: “Mas pra que eles querem esse espaço se no mundo eles podem ter muito mais? No mundo, eles podem ter todo o céu!”. Naquele mesmo instante senti um frio percorrer minha espinha e não soube responder. Só me restou calar. Não tinha o que dizer para aquela criança, que apesar de sua pouca idade, demonstrara tanta sensibilidade e sabedoria. Eu pensei saber de passarinhos. Ele provou saber de vôos. A pergunta do menino me lembrou Rubem Alves contando-me que “Há escolas que são gaiolas. Há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-las para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são os pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.” Uma simples pergunta de criança me levou a pensar no tipo de educação que queremos construir. Com qual escola sonhamos? Gaiolas ou asas? Queremos pássaros engaiolados ou pássaros em vôo? Eu decidi voar. Escolhi encorajar vôos e abrir gaiolas. Voar pressupõe desprender-se das gaiolas, da educação tradicional, da prisão educacional na qual ainda vivem algumas crianças. Encorajar vôos exige coragem. Requer conhecimento, determinação, resistência, resiliência. Eu sonho com pássaros e céu azul. Pássaros que arriscam novos saltos e ousam novos destinos. E por mais que gaiolas ainda estejam sendo construídas, eu sei que enquanto existirem pássaros, existirá a possibilidade do vôo. O céu, não é o limite!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Dicionariando…enquanto o sono não vem!

Beliscão…
                               …é carinho ao avesso.

Por que a morte é só o princípio…


 Em uma aula de Biologia me ensinaram que começamos a morrer logo após o nascimento. Contraditório, diriam alguns. Após refletir sobre os segredos que envolvem a morte e a vida, cheguei a conclusão de que viverei logo após a minha morte. Difícil explicar? Não! Que os incrédulos duvidem, eles têm razão. Como ver o que hoje não é mais? Quando o meu hoje adormecer e o meu coração for só silêncio, a morte dará vida ao melhor de mim. E finalmente serei eterna, enquanto eterno for o meu Criador.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

E no Dia Nacional da Mata Atlântica…

 

 

sos-mata-atlantica1 

Faça a sua parte. Plante uma muda!!

http://www.clickarvore.com.br/

Na radiola lá de casa toca…

Pedrinho pedroca…Maravilhoso!!!

sexta-feira, 19 de março de 2010

E se com esse emaranhado de pensamentos...

"Pudesse abrir a cabeça, tirar tudo para fora,
arrumar direitinho como quem arruma uma gaveta.
Tomar um banho de chuveiro por dentro." (Caio F.)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010


"Os tropeços que você enfrenta rumo ao topo da montanha não fazem com que a visão do topo tenha menos significação. Pelo contrário, eles fazem com que a visão seja ainda mais preciosa e significativa." (Karl Anderson)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

E no carnaval de máscaras...


E eles dizem: "Viva o carnaval!"


Créditos da imagem: Céo Pontual.
Indico o site pra quem quiser. Vale muito a pena!

Proteger-se tanto vai fazer com que você não viva. 
E não viver, é estar morto por dentro!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Los domingos [2]...

Dia
Obrigatoriamente
Manhoso.
Imagino
Nuvens
Gotejando
Orvalho

De
Extrema

Transparência,
Enquanto
Desejo
Inutilmente
Ouví-las

Colcha de retalhos...


Saí para caminhar na areia e cuidar das coisas da solidão.
Acima de mim, um céu azul e nuvens prateadas.
A cada passo dado, cacos de lembranças iam sendo recolhidos.
Lágrimas risonhas,
Sorrisos melancólicos,
Sentimentos inacabados.
Retalhos velhos do que parecia ser
um emaranhado perfeito de seda pura.
E enquanto caminhava,
tentando me desfazer dos nós,
Me vi mais leve
costurando cores, tecendo imagens,
e reconstruindo sonhos
Numa bela, porém imperfeita, colcha de retalhos.

Los domingos...


E os domingos seguem assim...cinzentos.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Surpresa de hoje


E andando por outros blogs encontrei essa menina dos olhos de mel.
Para quem quiser conhecer:

Conversas em dia de chuva...



Por que eu adoro a chuva?!
Porque a chuva altera meu humor,
E o humor, faz tilintar meu coração
E o coração derrete-se em sorrisos,
E os sorrisos atraem as borboletas
E as borboletas despertam as borboletras
E as borboletras, shiiiiii...
Essas sussurram de mim baixinho, bem baixinho.
Para que a tristeza não acorde as lágrimas,
As palavras não se percam no vazio
E a felicidade não desista de soprar minhas bolhas de sabão.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

(Des)encontro.


Eu parei para ouvir o silêncio.

Ele não parou para me ouvir.

Passou por mim sem ao menos me cumprimentar.

Sequer me olhou.

Parecíamos dois estranhos!

Estranho é pensar que por vezes estivemos juntos.

E que mesmo calados éramos cúmplices.

Amantes.

Ele passou. Eu o vi. Mas nos perdemos.

E desse (des)encontro restou

Poeira nos pés,

Saudade no peito,

E o pulsar de um só coração.

sábado, 15 de agosto de 2009


"Liberdade, essa palavra
Que o sonho humano alimenta
Que não há ninguém que explique
E ninguém que não entenda"


Cecília Meireles

Ele enfim aprendeu
que perguntar
nem sempre é a melhor opção [...]

sexta-feira, 3 de julho de 2009


Sem inspirações para o momento.
Sem reflexões.
Sem pulsações.
Reflexos de uma vida que parou!
Que pulsou,
Mas hoje não pulsa mais.
Vida que se perdeu.
Que se foi.
Que virou pó, em meio ao nó que sinto ser.