domingo, 21 de novembro de 2010

Ímpar…

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E ouvindo o Pedro Pedroca respondi que…
O vazio aqui no peito às vezes ecoa para os demais espaços do corpo, mas o sorriso dos lábios atenua o pulsar de um só coração.
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Eita Pedroca, queria outro show como aquele! Foi bom demais!!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Indo degavar...


Faz tempo que eu parei de tentar ser boa em alguma coisa.
Nem todas as coisas foram feitas para serem boas.
Nem todas as boas pessoas foram feitas para serem alguma coisa.
Nem todas as pessoas precisam ser boas em alguma coisa para fazerem alguma coisa boa.

(Rebeka Costa)

domingo, 24 de outubro de 2010


Meu mais novo queridinho. Vive ao lado do Pedroca na radiola lá de casa.

sábado, 4 de setembro de 2010

Falso amor...

Créditos da imagem: julkusiowa_DeviantArt

Por não ter sido achada, ela se perdeu de si mesma. Deixou-se enganar pelas falsas promessas, pelos silêncios sórdidos e pela ilusão de viver um grande amor. Seus valores, suas crenças, seu sorriso, nada mais eram que reflexos de uma vida idealizada. Idealizada, porém sentida com o mesmo vigor de um beijo apaixonado. Beijo este que nunca deu. Nunca partilhou. Jamais viveu. Seu delírio de uma vida perfeita pesava-lhe nas costas como uma mochila repleta de livros. De histórias. Não conseguia se desvencilhar e nem tão pouco crer que seu romance possuía enredo ficcional. Era cruel acreditar que as horas investidas, as palavras trocadas e o sentimento doado eram peças perdidas de um quebra-cabeça incompleto. Sentia-se só! Dor. Angústia. Ilusões. Chôro. Desilusões. Era tudo o que lhe restara. Nem a música do seu radinho de pilha era capaz de preencher o vazio dos seus silêncios. Ver tinha sido mais doloroso do que permanecer cego, refletiu ela. Tomou uma decisão. Com um instrumento cortante em punho, pôs fim ao seu sofrimento. Feriu aquele que antes havia lhe ferido. Machucou as janelas de sua alma com a mesma intensidade que machucaram o seu coração. E por não ter sido amada, ela se perdeu por amor.

(Rebeka Costa)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Com a palavra: Clarice Lispector.

domingo, 15 de agosto de 2010

Hipnotizante!!!

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Para conhecer mais: http://www.myspace.com/davethomasmusic

sábado, 24 de julho de 2010

De novo, de novo e de novo...


Créditos da imagem: Hard_time_for_dreamers_by_BECHABESNA

Porque de fim a VIDA tá cheia. O que lhe falta são os RECOMEÇOS.

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"Esses são tempos difíceis para os sonhadores."

Reflexos e reflexões...

Créditos da imagem: Deviantart

No reflexo do espelho, me vi por inteiro.
Espectros do que sou
Imagens do que fui.
E visões do que serei.
No reflexo do espelho me li por inteiro.
Histórias protagonizadas
Emoções compartilhadas
E dores experimentadas.
No reflexo do espelho, me despi por inteiro.
Dos meus medos mais antigos
Dos meus anseios mais suprimidos
E das minhas desilusões mais amargadas.
No reflexo do espelho me vesti por inteiro.
Da coragem de ser quem eu sou
Da liberdade de sonhar o que for
E da felicidade de viver por amor.

(Rebeka Costa)

quarta-feira, 21 de julho de 2010




A lucidez das tuas palavras é tão crua que (des)equilibra os meus sentidos.

De alma lavada...

Créditos da imagem: DeviantArt

E chorando
vou lavando a alma
de dentro para fora.

(Rebeka Costa)

sábado, 17 de julho de 2010

Diálogos entre a menina e o tempo...

Créditos da imagem: DeviantArt
A menina perguntou ao tempo
quanto tempo era necessário
para que em todo o tempo
ela se sentisse feliz.

O tempo respondeu à menina
que todo o tempo não seria tanto tempo
porque mesmo depois de todo esse tempo
da felicidade ele era apenas aprendiz.

(Rebeka Costa)

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Escrito após ler o trava-língua "O tempo".

Sobre o tempo...

Créditos da imagem: DeviantArt






O tempo voa?
Essa é boa!
Voa é quem segue a toa
vendo o tempo passar.









sexta-feira, 16 de julho de 2010

Solidão compartilhada...

Créditos da imagem: DeviantArt


Há aqui dentro mim uma solidão tão minha
que mesmo sem eu querer,
por vezes, caminha em direção aos passos meus.
E enganam-se os que pensam que me sinto só.
Puro desatino!
Essa solidão que me acompanha
trás em seus versos sussurros de um destino
traçado por sonhos, trilhado por alegrias e vivido por amor.

(Rebeka Costa)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

De canudinho...


Saí para beber o azul do céu,
O calor do sol,
E um coquetel de primaveras.
De canudinho
Devagarinho
Que é pro tempo passar sem pressa.

(Rebeka Costa)

sábado, 26 de junho de 2010

Paradoxalmente eu...


Acordei melodiosa
escrevendo rimas e inventando canções.
Refletindo sobre o que sou
e projetando o que desejo ser.
Quem sou eu afinal?!
Prosa ou poesia?
Dialética ou hermenêutica?
Romance ou ficção?
Talvez eu seja apenas um paradoxo.
Um ser e um não-ser.
Um duelo entre pensamentos,
ora contraditórios
ora complementares.
Até o fim deste dia,
desejo apenas SER.
Sem pensar no SOU.
Em busca, simplesmente, do VIVER.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Feliz aniversário pra mim!!!

Créditos da imagem: DeviantArt


E no meu aniversário, deixo-vos de presente  "A arte de ser feliz",
de uma das minhas escritoras preferidas: Cecília Meireles.
Espero que gostem!!!


Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.


Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.


Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.


Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma regra: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.


Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Não se preocupe com nada
Porque cada pequena coisa vai dar certo
Não se preocupe com nada
Porque cada pequena coisa vai dar certo
Levantei de manha
Sorri com o raio de sol
Três pequenos pássaros
Pousaram no degrau da minha porta
Cantando canções doces
De melodias puras e verdadeiras
Dizendo: "esta é uma mensagem para você":
Não se preocupe com nada
Porque cada pequena coisa vai dar certo
Não se preocupe com nada
Porque cada pequena coisa vai dar certo.

 

E tenho dito!!!!

P.S.: Essa música é uma homenagem às minhas companheiras de trabalho que uma hora dessas devem estar queimando o juízo com os relatórios. [:)]

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Hoje eu quero confete.
Não para festejar, mas para colorir.
Se, ao menos, as cores forem minhas companheiras,
O céu parecerá mais azul,
As nuvens deixarão de ser cinzentas
E o sol aquecerá o meu coração.
Nem que seja, só por hoje.

Dicionariando…enquanto o sono não vem!


Coragem…
                           … é o medo brincando de ser super-homem!

Êta Teatrão Mágico!

Pelo retrovisor enxergamos tudo ao contrário
Letras, lados, lestes
O relógio de pulso pula de uma mão para outra e na verdade... ]
[ nada muda
A criança que me pediu dez centavos é um homem de idade ]
[ no meu retrovisor
A menina debruçando favores toda suja
É mãe de filhos que não conhece
Vendeu-os por açúcar
Prendas de quermesse
A placa do carro da frente se inverte quando passo por ele
E nesse tráfego acelero o que posso
Acho que não ultrapasso e quando o faço nem noto
O farol fecha...
Outras flores e carros surgem em meu retrovisor
Retrovisor é passado
É de vez em quando... do meu lado
Nunca é na frente
É o segundo mais tarde... próximo... seguinte
É o que passou e muitas vezes ninguém viu
Retrovisor nos mostra o que ficou; o que partiu
O que agora só ficou no pensamento
Retrovisor é mesmice em dia de trânsito lento
Retrovisor mostra meus olhos com lembranças mal resolvidas
Mostra as ruas que escolhi... calçadas e avenidas
Deixa explícito que se vou pra frente
Coisas ficam para trás
A gente só nunca sabe... que coisas são essas